Victor Mendonça lança, nessa semana, o livro “Ikeda – Um Século de Humanismo”

Victor Mendonça e Selma Sueli Silva

Selma: Hoje nós queremos falar de paz, de cultura e de educação. Isso tudo está dentro do tema do novo livro do Victor, que fala sobre uma personalidade atual de nossa história planetária, um dos maiores pacifistas de todos os tempos. O Victor vai lançar o livro…

Victor: “IKEDA, Um século de humanismo”. Eu e minha mãe seguimos uma filosofia humanística, pautada na paz, cultura e educação, preservação do meio ambiente, como minha mãe pontuou. Esse personagem real do meu livro, “IKEDA, Um século de humanismo” se chama Daisaku Ikeda, é um pacifista como houve Gandhi, Martin Luther King, Nelson Mandela. Ele possui um trabalho lindo pela paz, cultura e educação, um autor muito prolífero, líder de uma organização religiosa que começou no Japão em 1930, idealizada por educadores, a Soka Gakkai, que é uma sociedade para criação de valores humanos que tem como objetivo polir as pessoas para serem melhores na sociedade, que começou no Japão e tem 12 milhões de adeptos no mundo tudo. Somos membros dessa associação.

Selma: Tina Turner.

Victor: Courtney Love, Orlando Bloom, Herbie Hancock, Wayne Shorter e, aqui do Brasil, Carmo Dalla Vecchia, Betty Faria, Rafael Vitti, Letícia Colin. Enfim, tem muita gente que é discípula desse cara. E quem é Ikeda afinal? Eu até publiquei no Instagram uma peça sobre meu livro e muita gente perguntou quem ele era. Ikeda é um filósofo japonês, líder de uma organização religiosa, budista, e em outro nível ele é uma figura global cujas conversas com grandes diplomatas, pensadores, cientistas e artistas deram para ele um reconhecimento acadêmico e um perfil internacional. Ele representa a contribuição específica para paz, talvez acima de tudo seja visto como defensor da paz, por meio do diálogo.

Selma: Eu diria que hoje ele é o maior pacifista vivo.

Victor: Sim, com toda certeza.

Selma: Através desse diálogo, como você está falando.

Victor: Ele dialogou com sete mil personalidades ao longo dos anos, desde os anos 70.

Selma: Rosa Parker…

Victor: Rosa Parker, pioneira na defesa dos movimentos civis e das pessoas negras. Personalidades muito plurais, como Nelson Mandela e Austregésilo de Athayde, que foi presidente da Academia Brasileira de Letras, da qual o Ikeda é membro como sócio respondente inclusive.

Selma: E também grande militante dos direitos humanos.

Victor: Ikeda busca a humanidade de todas as pessoas nesse diálogo. Ele dialoga com Fidel Castro, Margaret Thatcher, enfim, pessoas de diferentes culturas, etnias e religiões. Mesmo o diálogo claro com as referências budistas, nós vemos que o diálogo é a ponte para superar o dogmatismo, e consequentemente o fanatismo. Então, nós o vemos dialogar em um nível que supera o sectarismo, só de uma religião, e abre espaço para o mundo de coexistência pacífica e harmoniosa para todo mundo.

Selma: Recentemente, a organização foi recebida no Vaticano, pelo Papa. Porque esse diálogo é importante entre as pessoas que querem a paz, que constroem a paz. Mas aqui no Brasil, ele tem várias obras nesse sentido da construção da cultura e da paz. Podemos citar quais?

Victor: “Direitos Humanos no Século XXI”, que ele escreveu junto ao Austregésilo de Athayde; “Nova revolução humana”, que é uma série de trinta volumes que conta toda essa trajetória da organização e o encontro dele com a sociedade…

Selma: Mas, além disso, ele tem uma obra pela qual sou fascinada que é lá no Amazonas.

Victor: Pensei que você tivesse falando de obra literária.

Selma: Também…

Victor: É o CEPEAM, um centro de pesquisas que ele criou na Amazônia Brasileira, e que abriga pesquisas sobre a preservação ecológica. É um trabalho fascinante.

Selma: Riqueza da nossa flora e da nossa fauna. É monumental esse trabalho de pesquisa que é feito lá. Ele tem aqui também em São Paulo, o Colégio Soka, “Soka Gakkai” como o Victor disse, criação de valores, então esse Colégio também formando humanistas. Não é um colégio restrito a budistas, mas é uma instituição preocupada com a formação humanística, que é essa vertente da paz.

Victor: Foi bom você ter citado isso, porque essa instituição de ensino abrange desde o ensino infantil até a universidade. Aqui no Brasil nós não temos uma universidade Soka ainda, mas no Japão e Estados Unidos já existem. O Ikeda também fundou instituições culturais como o Museu de Arte Fuji de Tóquio e a Associação de Orquestras Min-On.

Selma: É interessante que nessa questão da universidade, existe tanto uma ponte da universidade de Soka dos Estados Unidos, como do Japão, com universidades federais aqui do Brasil. Recentemente, ano passado, foram firmados acordos entre a universidade Soka e universidades do Nordeste.

Victor: É um trabalho muito bonito. Mas então, o que você irá encontrar nesse livro, “Ikeda – Um século de humanismo”? Vai encontrar toda a trajetória intelectual e do pensamento do Daisaku Ikeda. Porque nós aqui no Brasil não temos uma biografia completa sobre este grande mestre e líder pacifista. Vai encontrar desde as premissas do jovem Ikeda até uma viagem no tempo pela história do budismo de Nichiren Daishonin, A embaixadora da ONU que fez o prefácio, Vera Golik, destacou nele os paralelos pertinentes da produção de vários pensadores de todas as épocas, tanto na época de Nichiren Daishonin, quanto de Daisoku Ikeda.

Tem também a questão do Japão dos anos 30, como foi a juventude do Ikeda que viveu os horrores da Segunda Guerra Mundial, tem um trabalho dele também muito difícil mas que ao mesmo tempo é recompensador, que foi se reatar a ações sino-nipônicas na época dos anos 60/70, ele conversou com os premiers da China e da União Soviética na época, com o secretário de estado dos Estados Unidos.

Nesse livro você vai encontrar toda trajetória intelectual do pensamento do Daisaku Ikeda, que tem como base o respeito pelo ser humano e pela dignidade da vida.

Selma: E numa dessas passagens da vida do Daisaku Ikeda ele fala sobre um dos livros que escreveu, com Esquivel – Prêmio Nobel da Paz, que eu e o Victor tivemos oportunidade de fazer uma palestra da UFMG sobre essa questão. O Esquivel viveu na ditadura militar na América Latina, o Ikeda viveu os horrores do pós-guerra no Japão.

Victor: Inclusive ele perdeu um irmão na guerra.

Selma: O que eles têm de comum, um cristão e um budista? Ele tem em comum a época que viveram esses horrores, ambos eram jovens, então eles têm essa certeza que no momento de horror você tem que saber o que está acontecendo, falar sobre, analisar, para que nunca mais ocorra, para que a paz seja garantida porque o preço da guerra é muito alto.

Victor: Inclusive no livro o Ikeda apresenta uma proposta de paz na ONU desde 1983. Interessante que nessas propostas de paz, ele fala sobre questões que podem levar a uma paz duradoura, não uma paz gerada por uma força e que será temporária.

É pertinente analisar que são propostas concretas, que podem ser seguidas, e podem gerar resultados no mundo de coexistência global e harmoniosa.

Selma: Então, Victor, vamos para os fatos. Você vai lançar esse livro quando?

Victor: No dia 6 de fevereiro de 2020, meu aniversário, 23 aninhos.

Selma: Tem festa.

Victor: A festa é o lançamento do livro. Vai ter coquetel de lançamento, vai ser muito legal. Será na Casa do Porto aqui de Belo Horizonte, Rua Felipe dos Santos, 451, Lourdes.

Selma: A Casa do Porto é um parceiro muito chegado do nosso coração, porque tem no seu corpo de sócios a Gracielle e Deulane Bernardes, mãe do Heitor e da Elena. Heitor é autista assim como a gente. Estamos sempre promovendo eventos na Casa do Porto, que aliás é uma casa de vinhos espetacular. Então, anote: dia 6 de fevereiro.

Victor: A partir de 19h30 e até 21h30.

Selma: Nós contamos com vocês, mas o Victor vai encerrar em grande estilo.

Victor: Eu queria deixar registrado um pouco da força da sabedoria que emerge das palavras do Ikeda. Então eu gostaria de fazer um convite para vocês que estão nos assistindo, além do lançamento do livro. Seja como for a grandiosa revolução humana de uma única pessoa irá ser capaz de transformar totalmente a história de um país e também de toda humanidade. É isso ai, você topa esse desafio?

Selma: Nós temos a força.

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